Para muitas meninas, a briga com o espelho pode ser ainda pior que as mudanças psicológicas da adolescência. É justamente nesse período – quando se acentuam as modificações no corpo,surgem as espinhas – que as preocupações com a aparência também se tornam prioridade. Mais do que ficar bonitinhas e atraentes, elas querem convencer o mundo de que já são mulheres, o que ainda não é totalmente verdade. É aí que mora o perigo, de acordo com a consultora de moda Drica Pinotti, que resolveu especializar-se em adolescentes e está lançando o livro De Menina a Mulher. "Elas cometem muitos erros de inadequação, enfeitando-se demais para uma festinha informal ou, então, vestindo jeans para um casamento", explica. (Veja no quadro uma lista com os erros fatais.)
Enquanto as patricinhas pecam pelo excesso de produção, exagerando nas bijuterias e maquiagem, a turma das descoladas faz questão de combinar os tênis encardidos com a blusinha bordada em casa, tanto na escola quanto no jantar de família. A maioria das meninas tem dificuldade para se vestir e acaba imitando as colegas, a atriz da novela ou as modelos da revista, analisa a consultora de moda Costanza Pascolato. Segundo ela, no Brasil há uma inversão. As mulheres mais maduras querem parecer bem jovens. E estas procuram o contrário. "De comum, umas e outras têm o desejo de esbanjar sensualidade e perfeição", Costanza observa. A complicação toda está ligada à própria crise de identidade típica da idade, quando as mudanças de opinião quase diárias se refletem na maneira de se vestir. "Para formar um estilo próprio e certeiro, é fundamental saber quem você é, do que realmente gosta e aonde quer chegar", resume Drica Pinotti. Fácil? Certamente não, mas é bom já ir tentando desde cedo.



























